O que pode acabar com a beleza?! Você vai ficar chocado! Isso acaba com a beleza até das celebridades
- Michel Hajime

- 26 de fev.
- 3 min de leitura

Além de cigarro, bebida e outras coisas conhecidas tem algo bem pior que pode acabar com qualquer pessoa
A beleza sempre foi exaltada como um privilégio. Rostos simétricos, corpos admirados, sorrisos encantadores. Mas existe uma verdade desconfortável que poucos gostam de admitir: não importa o quanto bonito você seja — se for mal-educado, arrogante ou grosseiro, sua beleza acaba.
E acaba rápido.
A sociedade vende a ideia de que aparência abre portas. De fato, pode até abrir. Mas caráter é o que decide se você permanece dentro. Não há traço perfeito que sobreviva à arrogância. Não existe olhar encantador que resista à grosseria. Não há sorriso bonito que compense a falta de respeito.
A má educação corrói a beleza como ferrugem corrói o ferro.
Já percebeu como alguém pode parecer extremamente atraente à primeira vista, mas, depois de cinco minutos de conversa, se tornar completamente sem graça? A postura muda. O brilho diminui. Algo se quebra. A beleza física continua ali — mas perde o valor.
Porque a verdadeira beleza é percebida no comportamento.
Uma pessoa arrogante pode ter o rosto mais admirado da sala — mas sua presença pesa. Uma pessoa grosseira pode vestir a melhor roupa — mas transmite desconforto. Uma pessoa mal-educada pode ter milhões de seguidores — mas não inspira respeito.
E aqui está a reflexão que pode incomodar:
A beleza chama atenção. O caráter sustenta admiração.
Vivemos uma era de exposição constante, onde filtros, ângulos e edições criam padrões quase inalcançáveis. Mas nenhuma tecnologia consegue disfarçar a falta de empatia. Nenhum efeito esconde a indiferença. Nenhuma pose compensa a ausência de humildade.
A arrogância revela insegurança.A grosseria denuncia fragilidade emocional.A má educação expõe pobreza de espírito.
Pode soar duro — mas é libertador entender isso.
Beleza é um presente. Educação é escolha.Beleza é temporária. Caráter é construção.Beleza impressiona. Respeito transforma.
No final, as pessoas não se lembram apenas do seu rosto. Elas se lembram de como você as fez sentir.
E nada destrói mais rápido uma imagem bonita do que fazer alguém se sentir pequeno.
Portanto, antes de investir tanto tempo na aparência, invista na postura. Antes de buscar validação externa, construa valor interno. Antes de exigir admiração, ofereça respeito.
Porque a verdade mais chocante é esta:
Uma pessoa bonita e arrogante é apenas uma embalagem bonita com conteúdo vazio.
E, no mundo real, embalagens vazias não sustentam nada.
A beleza que permanece é aquela que vem acompanhada de humildade, gentileza e educação. Essa não envelhece. Não perde o brilho. Não sai de moda.
Essa, sim, é impossível de destruir.

Autor: Michel Hajime
Fui abusado sexualmente aos 16 anos dentro de uma emissora de televisão por um segurança saindo da gravação de uma novela quando era figurante, na semana do meu aniversário de 17 anos um produtor me ofereceu trabalho em troca de sexo e se masturbou na minha dentro do camim, durante a produção de uma novela famosa.
Passei por uma possível tentativa de “cura gay”, sofri ameaças de morte e agressões, presenciei casos de racismo, gordofobia, entre outras violências. Tentei suicídio mais de uma vez. Fui parar no CAPS após ser diagnosticado com crise de pânico. Todos os meus casos foram negligenciados, mesmo após cobranças ao poder público.
Nunca imaginei que essa patologia fosse tão cruel. Cheguei a ter feridas que ficaram na carne viva. Antes, se outra pessoa tivesse, eu falaria que era “mimimi”, até viver na própria pele. Embora todas as crueldades que sofri, não desejo isso nem para o meu pior inimigo.
Hoje, luto contra tudo pelo que passei. Mesmo tendo sido coagido, perseguido e até estar sendo ameaçado de morte, nunca deixarei de lutar, principalmente pelas crianças inocentes (seu eu que fui abusado na nadolecência me doí muito, imagina uma criança). Podem até me matar, mas morro como homem — muito mais homem do que aqueles que fazem discursos moralistas, mas defendem o indefensável.
Hoje, a maior dor como gay é ver a homossexualidade ligada ao abuso infantil, quando a maior parte dos casos de abuso é heterossexual (principamente entre familiares). Soma-se a isso a dor de ser agredido por homens casados que se relacionam com outros homens, mas, para disfarçar, agem de forma homofóbica e usam a religião para se esconder.
Creio em Deus e sei da importância da religião. Porém, hoje, muitas pessoas que nunca foram de Deus usam a religiosidade como disfarce para seus crimes e perversões. Ainda assim, sei que do nosso Pai nada se esconde. Neste mundo tomado por pessoas imundas, nada passa despercebido aos olhos do Nosso Pai Celestial. E, mesmo sofrendo tudo isso, Ele saberá que, embora eu tenha me tornado uma vítima da sociedade — discurso que até descobrir que estava em crise de pânico eu abominava —, eu não me rendi e sigo lutando pelo que Deus realmente prega: Amor, Caridade e Respeito.



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