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Após possível possível Burnout negligenciado pelo CAPS ex-professor universitário abandona carreira e vira produtor de conteúdo adulto

  • Redação
  • há 5 dias
  • 4 min de leitura
Conteúdo do professor a venda em plataforma: https://onnowplay.com/geracaoprivegay/home
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No ensino superior a distância (EAD), sua última experiência profissional, o professor atuava como tutor. O salário médio era de R$ 10 por hora, valor que, na prática, não refletia a complexidade nem o volume do trabalho exigido. Em apenas quatro horas, era esperado que corrigisse cerca de 300 atividades, seguindo metas rígidas estabelecidas pela instituição.


“O problema não era só a quantidade. Era a impossibilidade de avaliar com qualidade”, relata. “Você deixa de ser professor e vira um carimbador de tarefas.”


 Trabalho remoto, custos presenciais


Apesar do discurso de modernidade, o modelo de trabalho remoto transferia os custos para o próprio professor. Cada tutor era obrigado a usar computador pessoal, internet própria e energia elétrica, sem qualquer auxílio financeiro. O uso intenso dos equipamentos resultava em rápida depreciação, manutenção frequente e gastos não ressarcidos.


“Era home office só no nome. A conta ficava toda com a gente”, afirma.


Plágio institucionalizado


O ponto mais crítico, segundo o ex-professor, era a postura das faculdades privadas em relação à ética acadêmica. Trabalhos claramente plagiados precisavam ser aceitos. Um projeto da instituição que ele trabalhava o aluno tinha direito a 50% da nota final, mesmo ao apresentar cópia integral de conteúdos da internet.


Além disso, o uso de inteligência artificial para a produção de atividades era permitido — e até ignorado — pelas instituições. Questionamentos sobre autoria ou aprendizado real raramente eram feitos. Mesmo quando, nas referências, o acadêmico deixava claro o uso de IA.


Referência: Chatgpt, por exemplo. 


“Que tipo de profissional estamos colocando no mercado de trabalho?”, questiona. “Se o aluno passa sem aprender, quem perde é a sociedade.”


Instituições privadas reciclam nossas aulas, mas ganhamos uma única vez


Como professor autor, a realidade não é diferente: para produzir, em média, quatro apostilas completas — cada uma com banco de questões contendo ao menos dez perguntas, com enunciados, alternativas, respostas e feedbacks — além da criação de fóruns, estudos de caso e outros materiais pedagógicos, o docente recebe cerca de R$ 4 mil por contrato. No entanto, esse valor não chega integralmente ao professor, já que é exigida a emissão de nota fiscal, com pagamento de MEI ou impostos e demais encargos. Na prática, o material produzido passa a ser reutilizado por anos pelas instituições; nas disciplinas que exigem menos atualização, especialmente as de fundamento ou base histórica, o conteúdo só é refeito quando a instituição decide, enquanto o pagamento ocorre uma única vez. Diferente do ensino presencial, em que havia vínculo mensal e remuneração contínua, no EAD o professor entrega um trabalho extenso, intelectual e duradouro, mas recebe apenas por uma única produção.


Educação como negócio


Para o ex-docente, o crescimento acelerado do EAD não veio acompanhado de compromisso com a qualidade. Faculdades passaram a operar como fábricas de diplomas, priorizando lucro e escala em detrimento do ensino.

“O ensino a distância, da forma como está sendo praticado, acabou com a educação”, dispara. “Gera muito dinheiro para os donos das instituições, mas forma profissionais despreparados, sem senso crítico e sem base técnica.”


Um sistema em crise


A saída da docência foi, para ele, um ato de sobrevivência emocional e profissional. Hoje, observa o setor de fora, com preocupação. Acredita que a desvalorização do professor e a flexibilização extrema dos critérios acadêmicos colocam em risco o futuro de diversas áreas profissionais.


“Não é só sobre professores mal pagos”, conclui. “É sobre o colapso da credibilidade do ensino superior.”


Por anos, ele acreditou que a educação poderia transformar vidas. Hoje, afirma que o ensino superior virou uma linha de montagem de diplomas.


"Eu não desisti da educação, ao contrário, ao fazer isso trago como reflexão como a educação está prostituida! Ainda não quero mostrar o rosto, me expôr completamente, mas muitos compram os conteúdo e me encoranjam a continuar essa luta por um país melhor", conta o professor.


Depois de mais de uma década atuando como professor universitário, um docente — que prefere não se identificar — decidiu abandonar a profissão. A decisão não veio de forma repentina, mas como resultado de um processo longo de frustração, marcado por sobrecarga de trabalho, baixa remuneração e conflitos éticos que, segundo ele, tornaram impossível continuar.

 

"Comprei o conteúdo sim!", afirma uma aluna. "Para mim os vídeos em si não terão utilidade, sou mulher e heterossesual, vídeos gays não me excitam, mas quero muito que nosso professor possa mostrar seu rosto e ser respeitado, pois vivemos em um país onde atrizes pornôs são mais idolatradas que um educador. Nosso professor é um herói que não usa capa, que ainda não mostrou o rosto, mas que se depender de vim vai ter total apoio!" afirma aluna do docente.

"Não atuo mais como professor, sei que vou ser criticado. Estando ou não em exercício da minha profissão. Mas, hipocritas vão deixar de lado que nada impede professor, mesmo em exercício produzir conteúdos adultos, diferente de policiais, nas dos homens da leis que agem fora dela ninguém fala nada! Vale lembrar que ética/moral é diferente de ilegal. Para um professor poderia ser antiético ou imoral, mas não ilegal como no caso de policiais", comenta o professor.


Ser professor no Brasil sempre foi motivo de piada


O vídeo do Chico Anysio e do filho André Lucas sempre foi muito comentado no mundo da educação e no dia dos professores circulava como forma de ironizar, "professores estão no calendário de homenagens nacional, mas prostitutas são mais valorizadas na prática", relembra o educador.


A coragem de mudar 


Hoje professor é criticado até por quem não tem educação, mas diz que luta pela educação. "Pessoas sem estudo acham que sabem mais que médicos, jornalistas e professores. Os imundos que jugam mas vivem dentro daquilo que eles mesmo abominam, o Brasil é o pais da hipobresia. Tem quem ama ver bunda na tv vai criticar ver a minha, isso porque não faço parte da família tradicional. Só tive coragem quando vi o vídeo da jornalista Gloria Maria e vi que ela estava completamente certa", desabafa.



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